Memória: Nosso bem mais precioso?




Todo dia milhões de pessoas perdem chaves, carteiras de motorista, carteiras ou pedos de papel com telefones importantes. E o perdemos apenas objetos físicos, mas também esquecemos  coisas de que devíamos nos  lembrar, coisas importantes  como a senha do e-mail ou o login de algum site, ou a senha dos  cartõede crédito o equivalente cognitivo de perder as  chaves.
  Não são  coisas  triviais;  o é como se as pessoas  estivessem perdendo coisas  relativamente fáceis  de serem substituídas,  como marcas de sabão ou frutas da fruteira. Não tendemos a ter falhas de memória generalizadas; temos  falhas de memória temporárias,  específicas quanto a uma ou duas coisas. Durante aqueles minutos  frenéticos em que procura as chaves  que perdeu, você (provavelmente) ainda se  lembra de seu  nome e endero, onde fica o aparelho de televisão  e  o  que  comeu  no  café da  manhã   apenas  uma  únicmemória foi irritantemente perdida. Há provas de que costumamos perder mais certas coisas do que outras: tendemos a perder as chaves do carro, mas o o carro; perdemos a carteira ou o celular com mais frequência que o grampeador na nossa mesa, ou as colheres de sopa na cozinha; o conseguimos  lembrar onde deixamos  os  casacos  e suéteres  com mais frequência do que as calças. Compreender como os sistemas de atenção e de memória do rebro interagem pode nos  levar a um bom pedo do caminho para minimizar os lapsos de memória.
Esses simplefatos sobre o tipo de coisas que tendemos ou o a perder são capazes de nos dar bastante informação sobre como o rebro funciona, bem como sobre a ocorrência de falhas. Este livro é sobre essas duas ideias, e espero que seja um guia útil para prevenir essas perdas. Há algo que todos podem fazer para minimizar as chances de perder as  coisas,  e recuperá-las  depressa  quando  foram perdidas.  Podemos  seguir melhor as instruções  e os planos quanto mais os compreendemos  (como diria qualquer psicólogo  cognitivo); assim,  este  livro debate vários  aspectos   diferente da  mente organizada. Analisaremos com atenção a história dos sistemas organizativos que os seres humanos experimentaram no decorrer dos séculos de modo a ver quais deram certo e quais fracassaram, e por quê.
 Explicarei primeiro por que perdemos  as coisas e o que fazem as  pessoas  inteligente e organizadas  para o perdê-las.  Parte da questão diz respeito ao nosso aprendizado quando crianças, e a boa notícia é que certos aspectos do pensamento  infantil podem ser  revisitados  para nos  ajudar quando adultos. Talvez o cerne dessa história  seja a melhor organização de nosso tempo, o só para podermos ser mais eficientes, mas para termos mais tempo para a diversão, para o lúdico, para as relões significativas e para a criatividade.

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