Mindfulness: Exercício de Respiração Dividida e Completa
Deitado, para Sentir os Diversos
Estados dos Pulmões
Vamos nos lembrar: primeiro, sempre
expirar completamente ("dar deixa mais feliz do que receber").
a)
Respiração abdominal
Esta respiração serve para
fortalecer a nossa base, coisa freqüentemente negligenciada. Colocamos ambas as
mãos sobre o abdômen e, devagar, de modo consciente, enchemos a parte inferior
dos pulmões. O abdômen se eleva, abaulando-se. Após termos inspirado, retemos
um pouco o ar; em seguida, expiramos vagarosamente, deixando o abdômen se
contrair. Sempre, em todos os exercícios, deve-se tentar prolongar a respiração
o máximo possível! Ao expirar, dirigimos conscientemente a energia para todos
os órgãos abdominais e para os pés, acalmando a circulação. A parte inferior do
tecido pulmonar é a mais vigorosa. Fazer o exercício de cinco a sete vezes.
Vídeo: Respiração Abdominal ou esse Prático
b)
Respiração torácica
Colocamos ambas as mãos sobre as
costelas, com os polegares apontando para trás. Inspiramos, enchendo
conscientemente a parte média dos pulmões e distendendo bem as costelas. Dessa
forma, as costas também se alargam, e ficamos "redondos como um
barril". De pulmões cheios, fazemos uma pequena pausa e, depois,
expirando, dirigimos conscientemente a energia para o coração e para os
pulmões. Fazer o exercício de cinco a sete vezes. Vídeo: Prática
e) Respiração
das extremidades dos pulmões
Colocamos os três dedos médios de
ambas as mãos sobre a caixa torácica, debaixo das clavículas, onde sentimos uma
pequena cavidade. Ali está a extremidade dos pulmões, atualmente muito
negligenciada (má postura com o peito encolhido), embora sejam muito úteis à
atividade cerebral. Agora - dentro do possível, sem muita participação do
abdômen e do peito - enchemos lentamente a extremidade dos pulmões, indo ao
encontro dos dedos, sem forçar, apenas até o ponto em que seja agradável. Ao
expirar, imaginamos a tireóide e o cérebro, dirigindo-lhes a energia, ficando
bem despertos. Fazer o exercício de cinco a sete vezes.
c)
Respiração completa, normal Vídeo: Prática
Juntamos as três fases
respiratórias anteriores numa única inspiração e expiração. Começamos pelo
abdômen, passamos para as costelas e, por fim, enchemos a extremidade dos
pulmões. Tudo isso, portanto, corre de baixo para cima. Respiramos lenta e
comodamente como em "câmara lenta" e, de pulmões cheios, retemos o
alento. Para começar, recomenda-se o seguinte ritmo:
- inspirar em cinco tempos, que correspondem aproximadamente à batida cardíaca;
- suspender o alento por três tempos; expirar em cinco tempos;
- suspender a respiração por três tempos.
Mas, por favor, não de maneira a
incomodar; dentro em pouco, isso funcionará sem contagem, por pura sensação! Neste
exercício, podemos dirigir toda a energia assimilada conscientemente para todo
o corpo, desde o vértice até a planta dos pés. Fazer o exercício de cinco a
sete vezes.
Efeito: aumento da vitalidade. E imaginamos: "Em cada respiração,
recolho energia." "De momento a momento, sinto-me cada vez
melhor."
Abaixo: áudio para você aprofundar no assunto...



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