Gordura que mata!
Nosso organismo transforma a gordura do alimento em
gordura corporal de maneira rápida e fácil: 100 calorias de gordura
ingerida podem se converter em 97 calorias de gordura corporal queimando
míseras 3 calorias. Gordura é um estimulador de apetite: quanto mais
você come, mais você quer. Se fôssemos desenvolver uma comida
cientificamente programada para criar uma sociedade obesa, ela conteria
gordura, como manteiga, misturada com açúcar e farinha. A combinação de
gordura com carboidratos refinados consegue como ninguém acionar os
sinais que promovem a acumulação de gordura no corpo. Alimentos
refinados geram uma subida rápida e excessiva do açúcar no sangue, que
por sua vez desencadeia explosões de insulina para conduzir esse
açúcar da corrente sanguínea às células. Infelizmente, a insulina
promove a estoque de gordura no corpo e encoraja o aumento das células
de gordura. Essa gordura extra interfere na absorção de insulina
de nossos tecidos musculares. O pâncreas identifica que o nível de
glicose na corrente sanguínea continua muito alto e bombardeia ainda
mais insulina. Um pouco de gordura extra na barriga já influencia
bastante a eficácia da insulina. Uma pessoa com sobrepeso chega a
secretar entre duas e cinco vezes mais a quantidade de insulina
secretada por uma pessoa magra. O maior nível de insulina, por sua vez,
promove uma conversão ainda mais eficiente de calorias em gordura
corporal, e esse círculo vicioso só continua, deixando a pessoa cada vez
mais gorda com o passar do tempo. Ingerir carboidrato refinado — ao
contrário do que acontece quando se come carboidratos complexos em seu
estado natural — faz com que o “ponto de ajuste” do corpo aumente. O
“ponto de ajuste” é o peso que o corpo tenta manter através do controle
que o cérebro exerce na liberação de mensageiros hormonais. Esse é o
peso que o seu corpo definiu como “normal”. Ao comer gorduras refinadas
(óleos) ou carboidratos refinados como farinha branca e açúcar, você
acaba produzindo um excesso de hormônios que armazenam gordura. Isso
aumenta o “ponto de ajuste” do seu corpo, fazendo com que o organismo
considere um peso maior como “normal”.



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