Tratamento de Nistagmo



O nistagmo surge de um desequilíbrio nos labirintos...

No labirinto existe a endorfina cujo fluxo vai em direção à crista da ampola do canal semicircular, nessa região existe a presença de cílios que são envoltos por uma substância gelatinosa. No movimento de cabeça, ocorre, consequentemente  a deflexão dos cílios, produzindo uma eletricidade que vai de encontro ao nervo vestibular e aos núcleos vestibulares e cerebelo. Os canais semicirculares dos dois ouvidos interagem, identificando o movimento da cabeça realizado. Ainda no vestíbulo do labirinto existem as máculas que estão internas no sáculo e utrículo. As máculas são estruturas sensoriais que respondem à ação da gravidade. Já as cristas reagem às acelerações lineares e angulares.

Importante verificar que os núcleos vestibulares se comunicam com o cerebelo, com a medula espinhal, com a pele e músculos e sistema nervoso central. A interação entre labirinto e o movimento ocular é chamada de reflexo vestíbulo-ocular, elemento muito importante para a manutenção do equilíbrio corporal.
O nistagmo possui um movimento lento e outro rápido, sucessivos, e no caso de crise desse sistema ocorre o rompimento dos mecanismos que mantém o equilíbrio corporal. O sistema vestibular  conecta-se ao sistema nervoso central e  garante a sensação da posição do nosso corpo no espaço.
O nistagmo ocorre devido a um desequilíbrio dos labirintos. Qualquer alteração ou anormalidade nesse sistema acarretará a diminuição da atividade do núcleo vestibular ipsilateral, assim como a diminuição no tônus do nervo oculomotor produzindo movimentos oculares contralaterais. Desta forma, no caso de lesão do labirinto direito, o labirinto esquerdo sofre hipertonia, essa diferença de tonicidade atinge o SNC.
O nistagmo vestibular tem por característica uma fase lenta (originada no órgão vestibular periférico) e outra rápida (originada no tronco cerebral, entre núcleos oculomotores III PNC e os núcleos vestibulares). Qualquer anormalidade em um dos ouvidos internos acarretam problemas que podem ser verificados na movimentação/rotação da cabeça, Exemplo:
è Rotação da cabeça para a direita -> mov. ocular lento para a esquerda e fase rápida para a direita. Soma-se a isso a sensação de queda para o lado direito. 
O nistagmo bate para o lado oposto da lesão, e por convenção o nistagmo é dado pela fase rápida. Em uma lesão periférica, o movimento do tronco, braços e olhos se dirigem lentamente para o lado da lesão, e em seguida os olhos deslocam-se com maior velocidade para o lado contralateral da lesão. 
O Reflexo vestíbulo-ocular (VOR), relação entre a velocidade ocular e a velocidade da cabeça está diminuída. No caso de perda da função vestibular bilateral, os distúrbios da relação entre movimento de cabeça e movimento ocular, o VOR fica alterado, não funciona, causando osciloscopia – que é a oscilação do meio durante o movimento da cabeça. 
É possível observar outros sintomas devido a desordem do  sistema vestibular, entre eles, acrofobia, medo de altura, enxaqueca, náuseas, etc. Caso a criança apresente  distúrbios vestibulares, se antes da fase escolar, ela terá alguns comportamentos típicos como ficar no colo e tentará ao máximo não movimentar a cabeça e apresentará choros. Para as crianças já na fase escolar, pode-se observar complicações na marcha, nistagmo e atraso escolar, nessa fase ela já entende o que é tontura e relata. 
Em crianças pode ocorrer algumas alterações na transmissão dos impulsos  do sistema vestibular, conhecido como vertigem paroxística benigna. Para tanto, além do nistagmo, outros sintomas acompanham como dores abdominais, cólicas e torcicolo congênito. O tratamento indicado para distúrbios de nistagmo labirínticos é a Terapia Visual onde tenta-se equilibrar o sistema visual e vestibular.

Fonte:
http://www.forl.org.br/pdf/seminarios/seminario_47.pdf
http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=421



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